Domingo, Abril 08, 2007

Nada mudou...

Não vou despedir-me
falar o que sinto

Nem mesmo pedir
um momento a sós

O sol da manhã não é lindo
nem a flor mais bela é
assim tão bonita

Nada mudou
Nada mudou
Nada mudou desde então

(Desde que...) Nada mudou

Não vou lhe ferir
nem chorar pelos cantos

Nem as lamúrias de sempre eu vou repetir
nem vou desferir
o golpe certeiro

Nada mudou...

Nem o suspiro irá
no vidro uma nuvem fazer
nem mesmo um desenho, um coração

Porque nada mudou...

Nada mudou...
Nada mudou desde então...
Nada mudou...

Ninguém vem dizer
trazer a notícia
até parece que o tempo parou

Desde então...

Nada mudou...

Nem motivos eu tive pra crer
nem mesmo tentei te compreender
porque lá no fundo não
disse que 'sim'

Mas é que...

Nada mudou...
Nada mudou...
Nada mudou desde então...
Nada mudou...

Não olhei pra trás
nem ouvi sua voz.
Nem neguei que você era tudo pra mim

Mas eu soube que o o erro fatal
viraria essa dor tão atróz
Nem pensei no fim e no fim...

Nada mudou...
Nada mudou...
Nada mudou desde então...
Nada mudou...

O que que eu faço com o que sobrou de mim?
se reciclo, se apago, se escondo
embaixo desse tapete?
Ou enterro no jardim?

Nada mudou...

Sei que um dia nunca voltará
nem o sorriso tão louco
e fácil de amar

Pra fazer esse nó desatar
E saber que nunca te fiz feliz
Nada mudou...

Foi por causa da minha má vontade?
foi porque Deus não quis assim?
Nada mudou...Nada mudou...

E nem mesmo a amizade fica?
não há fotos, lembranças, enfim...
é mais fácil pra não te esquecer...

Nada mudou...

E no frio não vou me aquecer
nem estrelas olhar
ao anoitecer.

Nem te falo o que aconteceu:

Nada mudou...
Nada mudou...
Nada mudou desde então...
Nada mudou...


Ricardo at:i2:32:00 AM
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

Fico

Fico olhando
pra ver se você me olha
pra ver se você chora
pra ver se você vem

Pra ver se você venta, chove
pra sentir o seu Sol
me esquentar o corpo frio

Fico olhando
pra ver se você sai
pra ver se você entra
pra te expulsar de mim

Pra ver se você finge
pra ser a minha esfínge
me presentear com sua presença muda

Fico olhando pra mim
pra ver se você ri
pra ver se você aponta
pra ver se me acusa, e me recusa

Pra ver se foge
pra ver se peca
me açoitando sem piedade

Fico olhando
só olho, sem ação sem
sensação, reação
pra ver se me olha.


Ricardo at:i10:49:00 AM


(Des)Equilibrio

Ser mais corajoso
menos passional
Enfrentar-se olho no olho
nunca fugir me abrigando
de sua doçura
Se menos seletivo
mais positivo
Saber que o momento é único
e cada palavra que sai
cola em uma cartilha
que é lida e relida
mileuma vezes
Subir de nível, subir
e descer pra te pegar
Te abraçar pra que saiba
que jamais iria lhe abandonar
assim tão perdida na multidão
Sacrificar o meu desespero
apunhalar minha interrogação
um serialquiler de barreiras
altas eletrificadas e aramadas
A cada dia espero
mais e mais
e ainda mais
pra te ter aqui,
bem longe de meu coração
porque sei que esse sentimento espinhoso
envenena e me mata aos poucos
e me alimento do ciúme
me fragilizo diante de sua imponente figura
digo adeus se acabei de chegar
escondo as escaras que
chamo-as de 'amar'.


Ricardo at:i10:37:00 AM
Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Blue/Bluish

My mind send me to a place
called silence,
blue, bluish, ocean
paradise

Sand castles, white walls
becoming a kind of
black & white

So here comes the night,
no light, no colourfull days
daze, no smiles
just silence.

No thrills, no dive
what did I say
without you I'm fading away...


Ricardo at:i12:32:00 PM
Terça-feira, Setembro 05, 2006

O Punhal

Seu magnetismo me atormenta
seu olhar é o punhal
que adentra me coração
e a cada fechar de sua pálpebra

O meu sangue derrama
e me fere, dói sem doer
em silêncio, clamo
piedade de mim,

Tendes dó, desse que um dia te amou
e que agora vê se petrificar o
desejo, em um tempo que parou
que amaldiçoado se desvia

Do oásis que é
o seu calor, que me chama
queima em chamas
e acha pouco, se aprofunda, encaixando

O punhal em meu peito
quando não tem mais jeito
resignado, cego, surdo
fujo de seu silêncio
fujo de seu nada, de seu talvez

Deixo cair, desastrado!
esse coração que já foi amado (?)
E vê-se era de porcelana.
Sem olhar para trás, sinto sua presença
ao acordar na madrugada em febre suarenta.

Se digo que vou e fico
é a coragem que coloco, aqui, minha
à sua disposição, te enfrento, teu dissimulo feito ódio
teu olhar feito punhal
tua beleza que é garra.


Ricardo at:i2:32:00 PM
Sábado, Novembro 26, 2005

Que sabes do amor?

Que sabes do amor?
Se o que faz é apenas machucar.
Se rebate o calor com o gélido ar do desprezo,
se faz da dor o artifício.

Que sabes do amor?
Se profere palavras insolentes
quando necessitava de afeto,
quando me fazia de surdo ao mundo.

Que sabes do amor?
Se ria insano na multidão...
contava 'causos', gritava,
e os aplausos ecoavam em minha solidão.

Que sabes do amor?
se tua cálida imagem, seu rosto jovem,
é desfigurado pela máscara das conveniências?
se te escondes na escuridão da meia-noite sem estrelas.

Que sabes do amor?
se teus lábios não dizem nem desdizem,
se teu silêncio me incinera o âmago,
me retalha cada parte que te pertence.


Ricardo at:i11:58:00 PM


Not Me

I write suicide letters
when I'm mad or depressed...
and curse everyone
drinking and drugs makes it worse
sleep a lot and sometimes jump in front of moving cars.

i just have to punish myself
because i'm guilty about my stupid life and existence,
laying in the middle of the room
stay in my room and on my bed for days...
but cant't help crying uncontrollably.

I fight with everybody I love the most,
in order to get even worse.
(So proud...so proud...when you near me)
Blue is the color
When i get depressed...

This time I know
that emptyness comes again and again
never invited, like a devil whispering in my ear.
Yeah, I wish it could be a dream,
but I was just a wish, usually.


Ricardo at:i11:38:00 PM
Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Amor te...

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!


Como o sol se afunda no mar
o peixe a lama lambe ao secar do rio
o ar o afogando
a pérola a concha.

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!

Como fogo a madeira, a floresta verdejante
a larva o caule
o vento a folha q dança
o sarampo a criança.

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!

Como os vermes o cadáver!
a flor a chuva morna, seu olfato
a abelha a flor
o arco-íris o chão cinza.

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!

O sonho o pesadelo,
a neve a avalanche, a hipotermia
o abraço quente,
a miragem no deserto...

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!

A sede a boca, a boca o beijo
o beijo a herpes,
o sal e açúcar, o pão a faca
ferro e a memória fraca.

Amor
te amo tanto!
Amor
te amo!


Ricardo at:i3:52:00 AM


O Fim Da Poesia

Não há mais rimas
todos os mestres já se apoderaram
não há mais versos a serem ditos, é o fim!
faz-se o q se pode, poderia ser melhor,

mais fácil, menos dolorido,
menos trabalhoso, mais humano
menos gente,
uma a uma as palavras se intercalam, sofridas,

descrevendo o fim. Acabou.
acabou, e se procuram os culpados.
escassas rimas, amor rimando com dor
colapso, sorriso, morte, norte,

o gosto amargo, da falta
do excesso, dos excessos,dos vícios
da falta de inspiração, do fim
dos escassos versos que faltam,

secados, parcos, pequenos, sem metrificação,
é falta q faz, você, fantasma do sótão
de minha mente, ao fim, ao descaso,
é o fim,

desejava mais, muito mais, e
quando vi, as palavras me faltavam,
como as somas necessitam de um resultado
que não aparece no branco vazio da mente,

como o azul do céu esparso, salpicado
por núvens brancas, que formam pequenos animais
e monstros terríveis,
como esses.

Não haverá mais rimas! É o fim.
Os sábios e estudados as registraram,
marcaram, assinaram. Disseram-se donos,
há de se pagar para se obtê-las.

É com a moeda que se comprará o amor.
Poesia prostituta, nas prateleiras 'rendez-vous'
da poeira triste que adorna
a décima oitava tiragem,

entorpecente de críticos sagazes,
divisores de moedas, solitários, solidários
sonolentos,
àvidos. É o fim da poesia.


Ricardo at:i3:35:00 AM
Domingo, Agosto 14, 2005

Poema Incompleto

Quando passa chama
minha atenção:
Acende a chama
em meu coração.

Sua pele ama
minha ilusão,
seus olhos se fecham
meu corpo não.


Ricardo at:i12:39:00 PM
Domingo, Abril 17, 2005

Retorna o Setembro

Retorna o Setembro
porque cansei das noites frias


Retorna o Setembro
e me traga o acalento do aroma de flores

Retorna o Setembro
Renascendo as folhas que voaram ao vento


Retorna o Setembro
Me devolve o colorido que tanto me falta


Ricardo at:i11:47:00 PM


Comum para mim

...É a dor que chega
se espalha vagarosamente
como a mancha de óleo no mar
vagarosamente...

...É o seu olhar
que acoplado ao meu me traduz
me seduz
me mata; vagarosamente...

...O sonho azul
que pesadelo vira, num umbral
modorrento e negro.
Lentamente.

Me vejo seguindo só, lentamente
sem vontade, sem anseios,
sem sonhos...
É comum pra mim...

Te ver sorrindo,
e agarrar-me ao vento,
me envenenar buscando a cura
pro mal invisível...

É comum pra mim...
a sua surpresa, seus medos,
sonhos que eram meus também,
o seu 'ser' insensível.


Ricardo at:i11:31:00 PM
Domingo, Dezembro 19, 2004

Minha vida em um relance

As tardes quentes, debaixo da sombra da árvore...
Minha mãe, meu amor, o afago...
As brincadeiras inocentes, o gato deitado preguiçosamente...
Meu cão, minha casa, minha cama, meus cadernos...
Meu pai, meus irmãos...
A ausência que me fazia...A solidão...
Minha escola, meus cadernos...
Doces, balas, refrigerantes!

Meu quarto, minha música.
Minha televisão, meus sapatos,
roupas, livros.
A ausência que me apunhala-va...
A ausência que me entristecia...
Meus amigos, minha casa!
As viagens!
A solidão...

Meu computador, meu diploma
A solidão, a ausência que me trás a angústia.
As contas pra pagar, o celular.
A ausência que me devora.
A ausência que me mata.
A ausência que me dói.
O gato se espreguiçando à sombra de uma àrvore,
a solidão...

Tanto tempo se passou...
Talvez seja este um poema precoce,
se o destino me falasse ao ouvido que tudo será diferente,
nos próximos momentos,
mais sorrisos encontrar,
mais sonhos compartilhar...
talvez me direi um dia um homem completo...
E voltarei para editar.






Ricardo at:i5:01:00 AM


Sobre sonhos e a crendice popular 2

III

E nessa escuridão, como me guiar?
e com essa sede? como com fel me saciar?
Mas, sei que poucos se importam
com minha existência miserável e sofredora.

E penso todas as noites em como acabar com a dor
e como acabar com o ato
encenado há decadas, fingimento,
a angústia se acerca e me sufoca.

A cantiga soa débil no vácuo de meus pensamentos,
não há ninguém que possa ser anexado a ela
só o vazio.

Fiz tudo o que pude pra reviver esse cadáver,
mas, não notava!
faltava-lhe o coração!


IV

E incrédulo mais uma vez me vi,
tentando sonhar com um Deus afável:
encontrei os que me diziam-no punitivo...
tive medo...

As respostas me eram vagas, assim era
' - Línguas de fogo o arrebatarão!'
' - Fogo do enxofre arebatarão os ímpios!'
chorei.

A resposta estava em mim mesmo, tão clara
a resposta estava em mim mesmo, tão nítida
a verdade?

O que era a verdade? O que era o erro?
A derrota? A tragédia? O fim?
' - Agarra-te à vida pouca que terá o paraíso...'


Ricardo at:i4:42:00 AM
Sexta-feira, Maio 28, 2004

Sobre sonhos e a crendice popular

I

Olha pra sua esquerda
e foge

tenta rever o passado morto, à luz do luar
gira um disco ao contrário pra ouvir a sua canção predileta.

É a noite, 'affected by the full moon', vê sangue, vê o cadáver.

O bálsamo necessário é a escuridão, é a dor, que sangra, que cura, que nunca estanca, o sangue vermelho.

Ouve sons estranhos e pensa que é o óbvio. Mas não é.

Ri e chora por dentro, silencia e deseja gritar. Acordar. E a dor que incomoda é tão útil quanto o moinho pra água.

Sente calor, sente frio. Sente a aberração que chega e diz 'olá'. Que quer o que é seu, que suga ávida sua vida. (Mal ela sabe que talvez estivesse melhor em seu lugar).

A noite longa nunca acaba. O cigarro sim. A fumaça se dilui na penumbra,no ar parado.

Olha pra sua direita
e não vê.


II

Porque não fecha os olhos...necessita? A insônia amiga diz 'sim'.
A reza, a crendice popular, o medo em vão,
sair no escuro, na segurança do escuro, tão temido.
tão conhecido de mim.

Reza o crente, faz um pedido, carece de fé
caminha o cético, na contra-mão, causa perdida...
E o medo se esconde ali mesmo...na escuridão de sua mente combalida...
o crente calvaga, o cético à pé

Sente que dorme, mas é o notívago que sente sede.
Sente que sonha, mas é o inerte que morre.
Outros nem sonham nem dormem,
nem cama nem rede...

E quando o poeta fechar os olhos?
Ecoarão rimas perfeitas? luxúria? terror?
um punhal e o ódio? o sonho do eterno amor?
ou o nada e seus encantos?





Ricardo at:i2:08:00 AM
Quarta-feira, Maio 19, 2004

Da ilusão um acerto

Quando divido minha alma entre
o certo e
o errado
o errado é certo?

Quando faço uma escolha
absurda?
atrativa...
atraente é o absurdo...

Apenas rio do destino
o desatino e
o devaneio
ou esse deserto inabitável que é minha mente...

Todas as promessas...os amores verdadeiros...
apenas nas letras de músicas e
afrontando a minha condição...
a angustia também começa com a mesma letra.



Ricardo at:i3:01:00 AM


"Um realizador dos próprios sonhos"

Preciso de discernimento antes de tentar.
Da atração, da repulsa,
do bem comum, de ousar amar,
da separação, da ameaça.

Preciso em minham palavras ser original.
Seguir as determinações de outrem.
Evitar as extravagâncias, ser natural,
talvez seja dessas ações que sucesso advém...

Um realizador dos próprios sonhos...
e dos sonhos perdidos cantar poemas
e após poemas prantear sozinho.

A tristeza amiga, do seu mais acalentado sonho.
Era amor verdadeiro? dessa vez percebi...
deixei-me escapar de um mundo perfeito.



Ricardo at:i2:47:00 AM
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Albatroz

Voa
Vem



Pousa
Ousa?!



Anda
Dança...



Voa
Vai.


Ricardo at:i5:54:00 PM
Sábado, Fevereiro 07, 2004



Procura
?- 2001

Quantas ruas, todas da mesma cor
desvencilhando-me dos olhares
numa tarde sem cor
passando despercebido

Num relance, te vi
E sucumbi à uma ligeira felicidade
e te perdi
seu labirinto era outro

De nossas paredes, sem cores
vislumbramos o amor
e ao tocar-mos
a dor

E descemos a escadaria
para um lugar qualquer, já nem sei
não te vejo mais, seu caminho é outro
não sei

Mas, ainda te vejo (em minha mente)
A todo momento
E me perco de novo
num grande tormento...



Ricardo at:i9:27:00 PM
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004



Weapons
Sobre "If I could turn back in time" de Cher
para O.


Palavras são como armas!

Tive dúvidas, sonhei demais...
agora sei o quanto errei
talvez o tempo pudesse curar,
mas não há retorno...
"Palavras são como armas
elas ferem às vezes"
Eu sempre quis te abraçar
mas acabei te magoando
Ah, se eu pudesse voltar no tempo...
e te encontrasse outra vez...
Se pudesse ser menos intransigente
Talvez hoje não teria as marcas
da faca de dois gumes...

- o -


Please love me again
Sobre "Please love me again" de Vip Connection
para O.


Apenas me ame outra vez!
se um dia o fez...

Apenas me ame outra vez!
como seu sorriso havia me contado

Apenas me ame outra vez!
"senza te..."

Apenas me ame outra vez!
Please love me again...


Ricardo at:i3:04:00 AM




Tempestade

"Debalde nos meus sonhos de luxúria
Tento alentar minha esperança morta"
Álvares de Azevedo



A tempestade linda no infinito ruge
e vai chegando...

Ilumina, amedronta...ilumina
ruge...

Traz a vida, traz o vento
traz a fúria

A tempestade no infinito ruge
vindo...

E beija meu rosto, limpa a alma
me ilumina...e no infinito...

Sua fúria me alimenta os olhos
e rugindo se mostra forte...
e me abraça o vento
ilumina raios, rugem...

Se sua fúria tão bela não me escapa
dos olhos...te contemplo com felicidade
te aguardo a vida, a fúria
o vento vem...

Me ilumina a escuridão
lava, dissipa, fere
destrói imensa!
dos deuses a fúria, a vida...

Amaldiçoam sua beleza, eu
eu te contemplo, sou louco!
me mata, e alimenta a terra
me fere e ruge sem ódio...divina!

E abranda como mãe, e passa como um raio
muda a paisagem, destrói...e
no infinito ilumina...
e ruge...

Ah...como sinto saudades dessa paixão...
que me habitava, que me feria
a tempestade que me iluminara
agora fere e ruge no infinito

E aqui da escuridão peço aos deuses
Vida a essa terra infértil!
Ilumina esse rosto qualquer
Me acalenta com seus braços de vento...


Ricardo at:i2:51:00 AM
Domingo, Outubro 26, 2003



Ainda Hoje

Ainda hoje vi o brilho de seus olhos,
...sua pele,
seu sorriso...

Ainda hoje jantei sem sua presença,
...arrumei na estante
a estátua fria...(tão quanto...)

Ainda hoje sentei e esperei,
...é a esperança que move o moinho de minha vida,
e o tempo passou...

Ainda hoje te vi aqui ao meu lado
...mesmo que tão distante...
existia!

Esse hoje sem fim, carregado de amargura,
me finca uma faca,
me fere na alma...Me supre as palavras,
me verte veneno...E procuro sua voz...

Ainda hoje...


Ricardo at:i3:45:00 AM
Sábado, Agosto 02, 2003



A.

O passado
aqui tão presente
e se materializa
em um pôr do sol...(sozinho...)

em uma pétala de flor
um mal-me-quer qualquer

O medo
vira arrependimento
o tempo:
merece o rancor
e minhas veias
que só admitem sangue
agora só querem o vício do amor

Ah, como queria que estivesse aqui, agora
só pra que eu te olhasse com outros olhos
corajosos
e esses olhos poderiam construir os fatos
analisar meticulosamente as probabilidades
e cálculos matemáticos infernais
pra nunca mais te perder

Não acredito em mágica
tenho o bom senso
de saber que as oportunidades são únicas
e que os desejos são realizados
apenas para os fortes...


Ricardo at:i2:24:00 AM
Domingo, Junho 15, 2003



Fingindo

Fingir é só o que posso,
pensar em um amor
um amor 'nosso'

Sofrer talvez seja um mandamento
queimar-se a ferro quente,
soltar um lamento

E cá estou mais uma vez
relembrando o passado nem tão distante
daquele momento, aquela estrela errante
que deixei de abraçar

Finjo que a dor passa, sorrio
canto e danço, como nos velhos tempos
mas o que sobra sempre é o mesmo vazio
e lembranças que se perdem dentro de mim.

(E se tivesse feito o pedido
estrela, me ouviria?
se tivesse sido ousado então,
agora já não mais choraria...)


Ricardo at:i4:01:00 AM
Domingo, Abril 20, 2003



Sedative
(jan. 2000)

Inert,I can see the world spinnin'
Here,in my nest
Built by thorny plants
It makes me forget...the pain
Don't stay to see
but if you should stay...don't look
So don't cry for yourself
In the darkness
of my eyelid
that closes...
I wouldn't think
Nothing...
Morpheus...
Cradle me
in the forgetfulness
Here in my square world...
Am I alone?
In my triangular bed...
Am I falling down?
Dreamin'bout spherical pyramids...



Ricardo at:i2:24:00 AM




Rainbows

I'm here just to tell you all
that yesterday
I saw a rainbow...and it disappears
When will I see it again?
Maybe never...I don`t know...
There's a lot of things that I lost
... everybody lost too
And the next time seems like eternity...And sometimes...
when I'm feeling down...
Just a track on my face...(don`t mean if it`s a scar or tears)...
And I know you'll laugh...
Make it, if it makes you feel better...
I'm numb, nobody can hurt me...
and if you're showing your shinning teeths...
I'll close the door and lock it, you're not welcome .




Ricardo at:i2:23:00 AM
Domingo, Janeiro 12, 2003



Tal como fel
(para A.)

Deitei-me na relva
olhava pro céu...
Procurava as estrelas,
mas era dia...

Tentava acreditar
mas...o infinito era quem gritava
das incertezas
esperar não podia...

Toda a vitória tem seu sabor?
pois me descreva tal como é
o que fica em minha boca
é sempre amargo demais

Não só perdedor
como perdido
tudo se esvai de minhas horas
e as canções de amor me soam como linguas estranhas...

Deitei-me na relva
olhava pro céu...
Procurava a lua
e via que já não era a lua dos poetas...

Tentava acreditar
mas...o infinito era quem gritava
que eu era o sonhador
e vagava o olhar fixamente no inexistente...

Toda a vitória tem seu sabor?
pois me descreva tal como é
em minha boca permanece o gosto ruim
de um amor que nunca desvanece

Não só perdedor
como perdido
em um labirinto mal construído
nem desejando me encontrar


Ricardo at:i5:56:00 AM
Domingo, Janeiro 05, 2003



Conselho

Gostaria de falar a você
coisa que há muito devia ter feito
se você quer a sua liberdade
leve-a, sem pudor...mas...um momento:

Talvez encontre outro igual...o corpo, a carne...
a verdade,
os sonhos...
são meus pertences, únicos e sem valor.Ficam...

E leve contigo seu egocentrismo...
se valerá em outro momento
quando estiver a brincar com o coração
de algum desatento

Perdido me vi, em rua deserta
era meu interior
vazio e impotente
coração em desalento

Foi quando decidi que era tarde
para um novo início,
toda vez que tento te esquecer
acabo errando e caindo em cirulos...

(...)


Ricardo at:i2:42:00 AM
Sábado, Dezembro 14, 2002



Voar...

Não possui asas,
mas quer voar
Não tem coração,
mas deseja amar...

Não tem boca,
mas quer gritar!
não consegue sequer dormir
mas anseia por sonhar!

Pégaso, Andrômeda,
Capela, Tau...
Spika, Leo...
Deseja tocar as estrelas...mas braços não possui...


Ricardo at:i2:48:00 AM




Um degrau abaixo, é baixo demais

Sinto em minha alma um grande vazio, dono de mim, que antes era preenchido por um amor fantástico.
Fantasioso.
Imperfeito tal como deficiente.
Inconseqüente.
Monstruoso, adjetivo encontrado num momento de repulsa.
A palavra falsa.
Odiento. Descobriu-se num momento de ira.
A mentira...
Nem mais
nem menos
ou muito menos...
tão insignificante quanto deveria ser.
Sem poderes absolutos, foram-lhes tirados...
Reina a confusão
aqui,
ali...
A sua satisfação é o minha impotência diante de tão frondosa e ruidosa situação.
E o fim?
era premeditado! Era o que sempre quis, almejava, ansiava!
Da-me uma cimitarra e acabemos logo com isso...
sofre menos, sofro menos...sofre?
E como se desvendassem as cortinas, faz-se outra vez a mesma cena...
alguns atores são diferentes...mas, um deles procura o que não é.
O que não se pode tocar...


Ricardo at:i2:41:00 AM
Sábado, Novembro 23, 2002



Sem título

Que a vida fosse uma prostituta
que o fizesse por dinheiro
não por amor

Que o vazio que sente
seja apenas o vazio
e não a dor

Que toda a sorte do mundo
seja todos os que vêem a ti
e não aquele a quem mais deseja

Que ao deitar a noite não tenha sonhos...
caia em sono profundo
sem tempo pra chorar, pensar

Que se petrifique qualquer
resquício de esperança
sem cor alguma

Que seja uma farsa a beleza
outrora a ginga e os vícios
são benéficos

Que seja amante da noite
porque do dia só resta
o mundo real.


Ricardo at:i2:20:00 AM
Terça-feira, Novembro 12, 2002



Me deixe...

Eu só precisava de uma resposta...
e o mundo me oferece as dúvidas...

Quantas vezes pedi a verdade...
e o mundo me dá apenas ilusões...

E precisava de um sorriso...
mas amanheceu um dia negro...
e me vi sozinho outra vez...
me lembrando de quando você veio em minha vida

Onde foi parar o tão esperado amor?
se não me quer, porque fingir?
Havia o medo, a insegurança...
onde hoje só há o vazio...

Devo alimentar a esperança?
Me responda mundo! Me responda...
Me respondam Deus, Buda, Aláh!

Se sou digno de receber!
se sou digno de retribuir!
de doar.

Se sou o espelho de quem me é afeto
se me cobro uma resposta doce
às palavras embebidas em fel

Se me sinto só na multidão...
Livre!
Infeliz...

Mate-me!
E me deixe
esquecer!

Porque não há vida
onde não há amor...

Me deixe de lado, me ignore!
Mas seja mais objetivo! Me deixe ir!
Me deixe...


Ricardo at:i12:44:00 AM
Quinta-feira, Setembro 05, 2002



Estranho

Hoje acordei
e tive um pesadelo
vi crianças com armas na mão
seus alvos eram incertos...
Vi a camiseta vermelha
encharcada
Vi que o pôr do sol
era frio e sem vida
Ouvi de um pastor
que a minha vida não era digna
...me desejava a morte!
Mas, o que é a morte?
O fim? O começo?
Como morrer outra vez?
Como calar a minha voz que
só faz sussurrar?
Eu vi lixo no chão
o horror,
a besta!
Hoje eu acordei...
e tive um pesadelo...


Ricardo at:i2:12:00 AM
Domingo, Julho 21, 2002



Da primeira vez
(23/mar/2001)

Sem destino
ao sabor do vento
esvai meu pensamento
quando percebi
estava lá...
À sua frente...
E numa fração de segundos
me acorrentei
em seu olhar
E agora?
Ai de mim...
Todos os dias
quando passo e te vejo
bebo de sua timidez...
e nem te conheço,
mas, sei que você me faria bem...
leio em seu olhar...
da mais pura inocencia...
de um homem já feito...
...de sonhos,
e se eu sonho contigo...
sou o homem mais feliz!
me regozijo da vida!
e me faço sonhador...
E das coincidencias!que direi?
Se sempre que o busco te encontro?
E teu olhar me preenche!
Me faz cantar!
E em ti mais pensar!

-o-


"Emptyness"

(23/mar/2001)

O vazio de meu


interior,

é um pântano
lodoso

onde todo o amor

do mundo se perde

confuso

na inferioridade

como deve ser

de verdade



-o-

Nuvens
(23/mar/2001)

Apenas as nuvens...

sabem de meu
sofrimento

Apenas o vento

ouve ao meu
lamento

os sons em volume máximo

que me
enlouquecem

são os que me fazem


esquecer



Um dia especial

A poesia
A névoa
A noite
Pensamento extravagante
relembrando-me
fatos fatídicos
amores fatídicos
um dia qualquer



Ricardo at:i1:00:00 AM
Sábado, Julho 20, 2002



Prisioneiro

Ontem pensei em te ver
de longe...

Ontem pensei em morrer
tão longe...

Porque as necessidades são intermitentes,

Porque a realidade é o fim,

a ilusão...

Se meu único pensamento se esvai...

Se vivo de lembranças malditas,

se ainda preciso disso...

se é vício e dor...

é que só precisava ver-te mais uma vez...

e me confinar em uma prisão de dúvidas,

e me acorrentar à saudade que atormenta.


Ricardo at:i3:11:00 AM
Sábado, Maio 04, 2002



Alucinação

O coração
mais uma vez se olha ao espelho
e nota o quanto está embaraçado...
E vê um infinito
como em um filme
que o leva aos pesadelos
nunca dantes sonhados,
é a realidade que acerca
invade o espelho
e amedronta
pode ser um lindo dia lá fora,
verão...
mas, lá dentro ele sente...
frio...
naquela sala
cheia de estranhos...
o vazio impera
todas as noites
todas as noites
apaguem-se as luzas
não há show
não há comemoração
apenas o vazio
suicida...
não há sorrisos
que nasçam na fonte da verdade, que exprimam um milésimo de inocência, que puros, nos acalentem os olhos...
finge...
encosta na parede a desce...o chão o acolhe...o inferno logo abaixo, lhe mostrará a luxúria, a enganação
derrama o vinho dessa taça, e o veja descer pelas frestas do chão
e verás que o fogo é eterno, nunca apaga!
e arde, e queima,
compararás com a dor de si
em chamas...
acabou...podia ter sido...amor...
agora é alucinação.



Ricardo at:i3:37:00 AM
Domingo, Fevereiro 17, 2002



Adeus

Eu nunca disse adeus...
naquele momento
que apenas pude ver
seu semblante,
ao longe,
seguir
era o momento exato
em que
julgava correto que ficasse...

Eu nunca disse adeus...
Pois agora
nesse momento obscuro
luto para discernir o que
é real...
para que possa
me agarrar com todas as forças
à fantasia...

Eu nunca disse adeus...
Se pudesse gritaria
para todos os seu amigos e inimigos
que o queria só meu...
e que ficasse por toda a eternidade...

Ah...quanto tempo fiquei aguardando
pelo momento exato!
Te acariciar, te adorar!
e agora me resta todo o tempo do mundo para tentar curar essa chaga...
e relembrar que se ao menos
tivesse a oportunidade
de vê-lo mais uma só vez,
continuaria a renegar
todos os adeuses possíveis!


Ricardo at:i11:52:00 PM
Domingo, Fevereiro 03, 2002



Distância = Dor

São noites de tristeza,
de amargura
quando desejo
com todas as forças
esquecer
a face
que um dia
me salvara
dessa mesma...
E a cabeça
no travesseiro
é a mesma
que irá sonhar
é a mesma
que irá mais
uma vez
me torturar
sem piedade,
o inconciente me condena a sonhar, e por ti chorar.
Sem palavras.
Apenas acordo
com olhos marejados,
a minha volta
não há uma luz sequer...


Ricardo at:i11:48:00 PM
Sexta-feira, Janeiro 25, 2002



Reverberando Tim Maia

"Toda vez que eu chamo...
Toda vez que eu olho
Toda vez penso...em lhe dar...o meu amor...

Mas, e se eu chorar?
Vai ser baixinho pra ninguém me ver
O quanto sofro pois amei você

Fujo...

Pra você jamais eu fui alguém..."

As palavras brincam em meu pensamento
despertam o desespero
me cobrem com nuvens de sofrimento

A música é meu cálice
E meu vinho
tomo,
e no torpor
eu sofro...

A melodia me corrói,
me enlaça o coração
as lembranças constroi
embora amargas...

Ah! poeta escreveu,
e num cântico disse o que minha boca anseava por gritar!
e agora num sussurro
cantarolo baixinho:
"pra ninguém me ver...o quanto sofro
pois amei você..."


Ricardo at:i3:36:00 AM
Domingo, Janeiro 06, 2002



Mais sonhos...

O máximo que posso fazer é sonhar
no decorrer do sonho
descobre-se
que nunca desejaria acordar

Porque no sonho sou rei
posso voar!
pular no mar sem me afogar!

Sonhando...
sonhando eu sou feliz
abençoado pelo esquecimento que me ocorre

Porque no sonho eu tenho a velocidade do som
e nunca perco as oportunidades
acordo sorrindo gratificado...
"-Como sonhar é bom!"


Ricardo at:i5:26:00 AM




O seu sorriso

Ainda impregnado em minha memória, é o meu caos
e quando penso que ando com minhas pernas, que com meus olhos me guio
percebo o quão os meus sentidos em desvairio se encontram.
E quando olho para os outros transeuntes apenas vejo a superpopulação
enfada-me a aglomeração!
enfada-me o obsoleto!
enfada-me as juras de amor!

Ah, quanto sofro, quanto choro! E escondo o rosto, felicidade finjo ...
até ódio fingiria só para te preservar a moral! E sucumbiria no logo do arrependimento
E rogaria teu perdão!
sem a tua presença esse mundo cretino não roda
dane-se a moda!
danem-se os costumes!
dane-se toda a insensatez!

De que me adianta esses dias claros e brilhantes? Se acordo na penumbra da saudade?
E aquela musica fere-me os ouvidos...
tira-me daqui, já sofri o bastante...me leva pra teu esconderijo!
quero ser índio, quero ser hermitão!
basta sofrimento!
basta ilusão!
basta vida reticente...


Ricardo at:i5:15:00 AM
Quarta-feira, Dezembro 19, 2001



Réquiem

Viver!
é poder me perder
em um olhar
tão lindo...
Viver!
é poder amar
um sorriso tão belo
que fascina...
Viver!
é ouvir tua voz
que é melodia
para meu pobre coração...

Morrer!
é te procurar
e no infinito perder-se
a visão...
Morrer!
é esquecer do brilho
das estrelas
do céu
Morrer!
é este o réquiem anunciando
o sofrimento
que me devora...


Ricardo at:i4:35:00 AM




"Ready to love"
(baseado em uma música qualquer)

Por toda a minha vida
tentei acreditar
que estava pronto,
pronto para amar...

Ouvia músicas
quem não possuiam dono ao certo
o que incomodava era a decorrente palavra
de tão bonito som...

e estremeci...

foi quando notei
a ferida...

Por toda a minha vida
tentei acreditar...
estar pronto
para amar...

O que faço agora?
que ajo como louco
que me destruo
de pouco em pouco

Logo eu...

Que sempre tentei acreditar
que estava pronto
para amar...

Now I didn't believe
I wasn't ready
to love...

I didn't believe
I wasn't ready
to love...




Ricardo at:i3:14:00 AM
Terça-feira, Dezembro 11, 2001



Sonho Negro

Vejo um anjo
que sopra como uma brisa
em seus cabelos...

Tento mensagens no ar, como um telepata
tentando escapar dessa
saudade que me aos poucos me mata...

Sinto a doçura em seu olhar
sou criança, mal comportada, porém
carente, preciso de alguém para amar...

O medo que sinto agora,
me acompanha há tempos
o sinistro impera nas ruas
nos becos e campos.

A escuridão me afugenta!
mas cada vez mais
eu me aprofundo em seu abismo
à procura de amor...

-o-


Ricardo at:i3:48:00 AM
Terça-feira, Dezembro 04, 2001



Um Cego Coração

Ouço rumores
Ouço o meu coração que chora
baixinho...

Ouço os sangue das veias
o mal-humor
quase silêncio...

Tapo os ouvidos
continuo a ouvir soluçando como criança
em um canto...

Um dia feliz, me lembro
pude ouvir
seu canto...as cítaras celestes embalavam o amor;

Tapo os ouvidos, as gotas de chuva
ribombam em meus pensamentos
as lágrimas...

Num perpétuo marasmo
vibro...fecho os olhos e ouço
o mundo em mim...

E a calma me excita
e no êxtase grito ao tal mundo
e choro convulso
e chorando me lavo
de meus pecados ...
de seus pecados ...
E se te perdôo
é porque fui perdoado!
E se te odeio
é porque nunca fui amado!

E o que ouço já não me importa
e a minha sorte sequer
o reconforta

Porque não me conheces!
Eu sou insensível, meu caro!
E se te gabas por me ver chorar
saiba que os motivos não são os mesmos!
E se me veres sorrir: não me acompanhe!

Porque não me amas, a vida não encerra!
Porque me vês, não é obvio que eu exista...
Sou a tua miragem...
O véu da noiva...
A noite que encontra o dia...sem tocá-lo!
O sol que toca o oceano sem secá-lo!

Sou iletrado! Porque seus poemas não me interessam!
Sou vil! Às vezes pueril...
Vivo de sonhos, bebo as lendas...
Possuo todas as deusas
em lupanares fabulosos

Porém sou cego...
E irresistívelmente me deito...
Aos desejos angelicais
de olhos sinceros...

E sinto o infinito
banha-me com as águas cristalinas
do amor sm limites...


Ricardo at:i3:43:00 AM
Sexta-feira, Novembro 02, 2001



A Madrugada...

Todas as madrugadas são frias, o luar é frio, o céu...negro
a névoa
sublimo o meu pensamento...

e nestas noites frias e que relembro
as vicissitudes
desde o primeiro movimento...

E esse céu negro, testemunha muda
está prestes a rir, quando eu realmente
necessitava uma ajuda...

E a causa de um certo desespero? É a mesma...todos os dias...
quando voa meu pensamento em ti, tão longe
nas madrugadas, tão frias!




Ricardo at:i4:31:00 AM
Domingo, Outubro 28, 2001



Em chama
(baseado em "You set my heart on fire", música de Tina Charles)

Preciso de alguém, urgente
que me aqueça com
seu amor , flamejante

Preciso de alguém, agora
que me mergulhe nas
águas do amor, sem demora

(E no ceú azul se verá
uma linha prateada
Você chegou, meu cavaleiro
em uma armadura polida

Por toda minha vida
tenho batido em portas, em vão
agora, estou feliz, essa porta
que se abre é a sua...)

Por todo esse tempo, só
afogado em mágoas
meu destino passa por meu olhos, e num relance...

Todos os momentos se resumem
em uma lembrança
de seu formoso semblante...
-o-





Ricardo at:i6:55:00 PM
Terça-feira, Setembro 18, 2001



Poesia patética do amor

Por caminhos dantes conhecidos
por alamedas floridas
onde o amor habita
um colorido profuso
quando junto a ti
Conheces estes caminhos?
Há curvas e mais curvas
seguiremos a trilha prevista?
ou nos perderemos no infinito?
talvez os caminhos imperfeitos...
que levam à felicidade!
que levam à alegria!








Ricardo at:i7:40:00 PM
Domingo, Agosto 19, 2001



Pequeno Ato de contrição

Peço desculpas
pelas palavras que ousaram
ser mal entendidas
Por tudo que pudesse
causar derradeira
despedida
Peço perdão
por habitar por instantes
seu espaço errante
por existir ao seu lado,
pela falta de esforço
em demonstrar o quanto
era importante
a sua presença...
Me desculpe
pela chuva que te fez sentir frio
pelo Sol que te causou ardor incômodo
pelo beijo que nunca lhe dei,
pela existência do amor...
E se algum dia receber
a notícia que por muito tempo esperei
sem teu perdão ainda sofro,
aguardo só uma palavra
E quando eu tiver a oportunidade
saberás que sempre te amei...


Ricardo at:i2:40:00 AM
Domingo, Julho 22, 2001



Amando
   (sobre a música "Love like never before" de Kelly B.)

Desde a primeira vez que o vi...
Eu nem sabia seu nome...
Mas, lembro-me que senti algo...
E de ti não podia tirar os olhos
Apenas um toque
Apenas um olhar
Apenas você
Me fazia sentir a vida
Amando, como nunca amei antes...
Agora sei...quero amá-lo para sempre!
Agora eu me sinto, como nunca havia me sentido antes
Em meu coração...
Em minha alma...
Nunca o deixarei...nunca...


Ricardo at:i8:38:00 PM